As dificuldades para pegar no sono podem atingir pessoas de qualquer idade. No entanto, naqueles com 65 anos ou mais esse problema se torna ainda mais recorrente. Segundo um estudo - publicado na Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia - vários fatores, além da faixa etária, podem desencadear o mal, entre eles, influências psicossociais, doenças clínicas e psiquiátricas e o uso de medicações.
A médica do sono, Vera Lúcia Gradim Moron Rodrigues, cooperada da Unimed Marília, explica que se entende por insônia “a dificuldade de iniciar e/ou manter o sono ou a presença de sono não reparador, que compromete as atividades diurnas”.
Além de ser causada por algumas circunstâncias como as citadas acima, a insônia pode ainda ser indicativo de outros males. A especialista cita os principais: transtornos mentais como ansiedade e depressão; fibromialgia que é uma dor no músculo ou no tendão; apneia do sono; e alterações do ritmo circadiano, mais conhecido como “relógio biológico”.
Os sinais de que algo não vai bem na rotina do idoso acabam por transparecer por meio de outros fatores. A médica esclarece que as consequências são o aumento da irritabilidade, a redução do desempenho, a fadiga, a maior probabilidade de acidentes, bem como a alteração na memória e na concentração.
Diante dos problemas acarretados, o ideal é procurar um profissional “o mais precoce possível”, alerta Vera. “Inicialmente com o geriatra, que conduzirá o caso para o médico do sono e poderá até indicar a ajuda de um psicólogo”.